Resumo do dia: cada prata, um sabor

2008-08-21 16:02

Vela festeja reação que levou ao segundo lugar; futebol feminino chora a derrota para as americanas; e vôlei faz história ao passar para a final

 

No quadro de medalhas, o Brasil passou duas semanas com um incômodo zero na coluna das pratas. Nesta quinta, de uma só vez, ganhou duas e já garantiu a terceira. Na água, o gosto é de superação. Na grama, de decepção. Na quadra, ainda é possível trocá-la pelo ouro. 

 

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM
Sorrisos na vela, choro no futebol: as pratas do Brasil tiveram sabores diferentes nesta quinta-feira

Quando subimos no segundo degrau do pódio pela primeira vez, chovia bastante em Pequim. Tudo bem, porque Robert Scheidt e Bruno Prada não têm medo de água. Eles tinham começado mal a competição na classe Star, mas confirmaram uma reação fantástica. Na última regata, o desfecho polêmico criou um breve vaivém de medalhas entre Brasil e Suécia. No fim das contas, a prata foi confirmada e a dupla de velejadores fez a festa.

No futebol feminino, ao contrário, a notícia do segundo lugar veio carregada de muita tristeza. A derrota para os Estados Unidos na prorrogação enterrou o sonho dourado de Marta & Cia. O resultado foi especialmente doloroso porque a seleção verde-amarela bombardeou as americanas nos últimos minutos de um jogo tenso. A camisa 10 olhou para o céu e perguntou:

- O que fiz de errado?

 

  Agência/Reuters 
 
Mari foi o grande nome do jogo contra a China. Agora, ela quer trocar a prata pelo ouro

No vôlei, as meninas não fizeram nada de errado e também garantiram a prata. Só isso já é um feito histórico. Após quatro derrotas seguidas em semifinais olímpicas, a equipe de Zé Roberto ignorou o caldeirão no Ginásio da Capital, atropelou a China e avançou para a final. Agora cabe entregar a medalha prateada às americanas e, finalmente, pendurar o ouro no peito.

As cubanas, que tinham batido o Brasil em duas dessas fatídicas semifinais, não tiveram a mesma sorte em Pequim. Perderam para os Estados Unidos e terão de se contentar, no máximo, com o bronze.

O terceiro lugar, aliás, não é nenhuma vergonha. Teve gente que chegou a Pequim sonhando com o pódio e vai voltar de mãos vazias. É o caso de Jadel Gregório, que parecia meio desanimado no início da competição de salto triplo. Só gritou como o Jadel que a gente conhece na última tentativa, mas já era tarde. Longe de suas melhores marcas, o brasileiro terminou em sexto. 

 

  Agência/AP 
 
Rodrigo Pessoa zerou o percurso no desempate, mas perdeu a medalha no tempo

Hipismo sem medalhas

 

No hipismo, Rodrigo Pessoa também passou em branco. Mais lento que os rivais no desempate, ele ficou em quinto lugar montando Rufus. Constrangimento, na verdade, foi o que aconteceu com Bernardo Alves. Seu cavalo Chupa Chup foi pego no antidoping e eliminado dos Jogos.

No vôlei de praia, Renata e Talita chegaram perto do bronze, mas perderam para as chinesas Xue e Zhang Xi debaixo de chuva. A derrota por 2 sets a 0 deixa a dupla brasileira fora do pódio, mas elas querem manter a parceria para Londres 2012. O título, claro, ficou com Walsh e May, mas disso todo mundo já parecia saber antes mesmo do início das Olimpíadas.

 

Pelo bronze, no sacrifício

 

O que ninguém sabia era que Ricardo atravessou o torneio masculino no sacrifício. O parceiro de Emanuel revelou em seu blog oficial que sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo. A lesão quase o tirou dos Jogos, mas ele continua lá. Às 22h desta quinta, disputa o bronze contra os também brasileiros Renatão e Jorge, que defendem a Geórgia.

Na quinta-feira de muita chuva em Pequim, o Brasil ainda amargou eliminações no taekwondo, com Debora Nunes, e na canoagem, com Nivalter Santos.

 

Vexame americano

 

Mas quem pagou mico mesmo foi a equipe americana do revezamento 4x100m. Aliás, tanto a feminina como a masculina. Entre os homens, Tyson Gay deixou o bastão cair e amargou mais uma frustração no Ninho do Pássaro. As mulheres repetiram a dose. 

 

  Agência/Reuters 
 
Taurasi parte em direção à cesta: as americanas vão encarar a Austrália na final do basquete

Sorte dos Estados Unidos que, no basquete, a zebra passa longe das quadras. Na revanche das semifinais do último mundial, as estrelas da WNBA despacharam a Rússia. Pela terceira vez seguida, a final olímpica será contra a Austrália, que atropelou as donas da casa.

Quem tem mais ouros?

 

As vitórias com a bola laranja no feminino e no masculino parecem certas, mas os americanos já não escondem a preocupação. A China reina tranqüila no quadro de medalhas, com 46, contra 29 dos rivais diretos. Ao que parece, exceto por uma recuperação feroz, os Jogos de Pequim vão consagrar uma nova superpotência olímpica. E os torcedores locais vão adorar.

 

Back

Buscar no Humorisadas

©2007-2008 Humorisadas. All rights reserved.

Free website :: Webnode